home / Disfunção Erétil / Sobre a disfunção erétil /

Como saber se é Disfunção Erétil

 

Como saber se é disfunção erétil?

 

Informação que o seu médico vai querer recolher

Para que o seu Médico possa obter uma história aprofundada da Disfunção Erétil e o consequente diagnóstico, é necessário partilhar o máximo de informação relevante. Sempre que possível e conveniente, o parceiro deve participar na entrevista clínica. A informação a recolher assenta fundamentalmente na natureza do problema sexual, na história médica, no passado relacional e psicossexual e nas motivações e expectativas do casal em relação ao diagnóstico e eventuais terapêuticas1.

Pode ajudar já na recolha de informação. Faça o teste IIEF , imprima-o e leve-o consigo quando falar com o médico, pois irá ajudar no inicio do diálogo.

A avaliação diagnóstica deve contemplar três parâmetros fundamentais:

  • História clínica, obtida através da entrevista clínica;
  • Estudo global da função erétil;
  • Estudo específico das componentes da ereção.

A Disfunção Erétil pode ser:

  • Disfunção Erétil vascular – tem a ver com o aporte arterial de sangue ao pénis, a saúde vascular das estruturas dos corpos cavernosos e os mecanismos de veno-oclusão sanguínea do pénis.
  • Disfunção Erétil endocrinológica – está ligada a desequilíbrios hormonais, principalmente à testosterona e a fatores de libertação de gonadotrofinas.
  • Disfunção Erétil psicogénica – lida com perturbações ligadas ao SNC (sistema nervoso central) e apresenta-se com uma estrutura nervosa periférica e rede vascular peniana intactas.
  • Disfunção Erétil de causa neurológica – tem a ver com lesão ou com prometimento do sistema nervoso periférico, quer seja da espinal medula ou da rede periférica, como é o caso da neuropatia diabética2.
  • Disfunção Erétil iatrogénica – como o próprio nome sugere, relaciona-se com as alterações induzidas pela ingestão de determinadas substâncias ou medicamentos, como o álcool, alguns anti-hipertensores, antidepressivos ou esteróides, entre outros3.

Além disso, não esquecer as consequências da cirurgia pélvica radical (cancro do reto, próstata e bexiga).

A Disfunção Erétil mista resulta do envolvimento aleatório de mais de um dos sistemas apresentados na génese da disfunção, sendo no entanto mais utilizada na prática clínica para definir uma Disfunção Erétil originada por ambos os fatores, físicos e psíquicos.

Sem uma história clínica cuidada e avaliações físicas e psicológicas adequadas, torna-se difícil avaliar o grau de envolvimento de uma ou de todas estas condições. Raramente existe uma Disfunção Erétil puramente psicogénica ou orgânica, mas frequentemente uma condição patológica envolvendo contribuições de múltiplos componentes2.

A definição atualmente aceite de Disfunção Erétil é a que resultou da reunião de consenso do National Institutes of Health americano, que a descreve como “a incapacidade para obter ou manter uma ereção suficiente para uma atividade sexual satisfatória4.

referências bibliográficas
1 Meuleman & Diemont, 1999
2 Nehra & Goldstein, 1999
3 Wagner & Saenz de Tejada, 1998
4 NIh, 1993