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Os jovens de hoje falam abertamente de sexo com os pais?

 

Os jovens de hoje falam abertamente de sexo com os pais?

 

 

Vivemos, atualmente, numa sociedade mais aberta e permeável a discutir temas como o sexo na adolescência e na terceira idade, comportamentos diferentes da norma dominante ou novas formas de relacionamento. A comunicação social trouxe para o espaço público assuntos antes “intocáveis”, ajudando a quebrar vários tabus. Mas, será que no seio das famílias o diálogo intergeracional espelha esta abertura? Fomos perguntar a alguns jovens portugueses.

FOMOS PERGUNTAR A ALGUNS JOVENS PORTUGUESES.

Rui, 18 anos

"Não falo, porque não há um hábito"

“Não falo abertamente de sexualidade com os meus pais, simplesmente porque não há um hábito e um à-vontade entre nós para falarmos nesses assuntos. Obviamente, evitamos fazer do sexo um tabu, porém é-me mais fácil conversar sobre esses assuntos com amigos próximos que estejam a passar pela mesma fase que eu (adolescência) e, dessa forma, atravessar mais facilmente esta complexa fase da vida.”

Mariana, 18 anos

"Não me sinto à vontade"

“Não, embora tenha recorrido à minha mãe para obter informações acerca de métodos contracetivos, não me sinto à vontade para falar abertamente sobre esses assuntos. No entanto, a minha mãe compreende que é um processo pelo qual irei passar e esclarece-me, mesmo sem eu lhe pedir.”

 Maria, 17 anos

"Normalmente, preferimos falar com amigos"

“No geral, eu não falo. Embora já se fale muito mais abertamente sobre este assunto do que antes, continuam a existir preconceitos acerca da sexualidade que impedem que se possa falar de sexo como de qualquer outro tema. Para alguns jovens, cujos pais são mais distantes e conservadores, é quase impossível abordá-lo. Para outros, que são mais próximos dos pais, é também difícil, porque este é visto como um tema de conversa "estranho". Muitos adolescentes consideram que falar com os pais sobre sexo é constrangedor. Normalmente, preferimos falar com amigos, pois, como são mais próximos de nós em termos de idade, compreendem-nos mais facilmente. Acima de tudo, com os amigos não temos medo que nos julguem.”